- porque dessa fruta eu chupo até o caroço! -
Tuesday, April 20, 2010
Tuesday, April 06, 2010
Friday, November 13, 2009
Choppada universitária então é o auge. Um monte de menininha recém promovida à vida adulta, loucas para exercerem suas liberdades contidas e, mesclado a isso, uma boa quantidade de bebida alcóolica liberada. Não é preciso ser especialista em buceta para saber que essa união resulta em muito sexo e sacanagem. Pois é com esse espírito que eu, 47 anos, continuo frequentando todas as choppadas de que tenho notícias. É, sem dúvidas, um lugar criado pelos deuses da putaria. Não existe nenhuma outra opção de noitada onde um homem como eu consiga uma ninfetinha dessas sedentas por sexo e já não tendo paciência para as coroas que se crêem jovenzinhas somente porque metem descaradamente, fixo minhas forças aí, nessa mistura de açougue de carne dura e orgia etílica.
Essa minha postura mudou ali por volta dos 30. Até então eu fugia das ninfetinhas. Não tinha paciência. Era muito "aí não", "ai, não gosto disso!" e baboseiras do tipo. Até então eu só queria saber das coroas que fodem muito e não tem nóia, ou quase isso. As ninfetas eram um porre desnecessário para o sexo. Até que mudei meus paradigmas e entrei numa crise profunda uma vez que não possuo mais o tipo físico que naturalmente as atrai. Sem saber onde buscá-la, chorava toda noite.
Vejam bem, eu não sou professor como o outro camarada que de vez em quando põe uma historinha ae e, dessa forma, não tenho muita oportunidade de conviver com ninfetinhas. Mas tudo isso mudou quando descobri esse fantástico mundo de choppadas.Primeiro pensei que a idade seria um entrave, afinal, aparento uns 60. Mas logo descobri que esse não seria o problema e muito menos o meu físico que ostenta uma barriga protuberante - dessas que, sentado no sofá para ver o jogo, apoia-se uma caneca de chopp confortavelmente. Não, nada disso seria um problema. Nem minha calvíce, nem meu pau pequeno. Nada disso me impediria de comer uma daquelas ninfetinhas se elas soubessem, ou pensassem, que sou um professor. De quê? Ora, uma choppada não é bem um congresso, embora muitas vezes seja difícil distinguir um do outro, mas ali você pode ser amigo de alguém que apareceu para rever alguns alunos que já se foram e você resolveu ficar um pouquinho para esfriar a cabeça. [Creiam, esse papo sempre funciona] Naquele momento não há muita preocupação em checar as informações, comprovar o dito pelo não-dito ou mesmo averiguar se vale a pena dar para você ou não. Com álcool na mente, buceta pulsante e um professor à disposição, as ninfetas não perdem a chance.
Foi assim, fácil assim - sempre é - que arranquei Lídia daquele clubinho para minha casa. Dentro do táxi, entre uns beijos e outros, às vezes com meu dedo roçando seu clitóris e sua mão sob meu pau para deleite do taxista, falávamos amenidades como a fome na África ou o massacre de índios na amazônia peruana. Foi dessa forma que cheguei aqui com meu pau roçando a bunda de Lídia enquanto abria a porta do prédio.
Mas me deixe falar de Lídia.
Era acima do peso. Não era gorda, mas aquela menina cheinha, que se fizer boquete sentada do seu lado, no mesmo sofá, vai fazer surgir umas dobrinhas, uns bons pneus de caminhão em sua deliciosa barriguinha. Eu adoro essas. Normalmente as gordinhas são um terror na cama uma vez que não sendo o centro preferencial das cantadas noturnas, quando conseguem alguém disposto a comê-las, elas os comem para mostrar que são boas também, muitas vezes melhores que aquela Barbie sem graça que mau segura numa piroca.
Mas voltando à Lídia. Tinha 18 aninhos, recém ingressada na faculdade de Ciências Sociais e devido a isso se considerava bem moderninha já tendo até dado uns beijinhos numa amiga durante a tal choppada. Se insinuou para mim enquanto eu estava de olho em sua amiga, mas magra e gostosa, que ela beijava ardorosamente. Meu objetivo foi trazer as duas, mas a gostosa resolveu dar para um negão que apareceu do nada e devia ter um pau maior que o meu. Sem problemas, me sobrou a gordinha fudequinha.
Então, depois de abrir a porta do prédio e subir as escadas tentando encoxá-la a cada passada, como um muleque tarado que nunca teve uma mulher à disposição, trouxe Lídia para minha cama aos tropeços onde me armei de toda minha experiência afim de extrair gemidos, requebros e gozos daquela gordinha louca por pica!
Eu nunca peço um boquete de cara... se a mulher não vier logo, eu prefiro merecê-lo chupando sua bucetinha e cuzinho por longo tempo para depois ter moral quando disser, "vem e me chupa", saca? Eu adoro chupar uma buceta e adoro que chupem meu pau, então ... é só uma tática para ter os dois sem perda.
Mas com Lídia essa tática não funcionou.
Eu a chupei de forma apaixonada. Sua buceta estava raspadinha, pelinhos mínimos que começavam a crescer. Eu diria que ela tinha raspado aquela chaboca há uns 2 ou 3 dias de modo que agora já dava aquela sensação de arranhão quando esfregava minha cara entre suas pernas. Curtia essa sensação e me deliciava com aquele suco delicioso na minha boca. Empolgado, passei a fazer uso também dos dedos para aumentar as sensações dela. Primeiro um, depois outro dentro daquela bucetinha apertada. Parecia virgem, mas não tínhamos falado sobre isso. O terceiro dedo eu enfiei no seu cu enquanto chupava, lambia e cuspia no seu clitóris. Eu estava empolgadíssimo, mas Lídia mal se movimentava e não emitia nenhum som.
Depois de um tempo, pensando mesmo que ela tivesse apagado devido a seu estado etílico, levantei-me para olhá-la e qual foi minha surpresa ao me deparar com ela mordendo o dedo, cara pro lado e rosto crispado, como alguém que se concentra para evitar uma sensação horrível. Aquela poderia ser sua feição de gozo, pensei, e animado, subi na cama, pau duro na mão, avancei para seu rosto dizendo: "vem, me chupa".
Lídia, para minha surpresa virou a cara mais ainda, agora fazendo uma careta de nojo e disse, quase chorando, entre-dentes: "você enfiou o dedo no meu cu!!!"
...

Sinceramente o pouco sangue necessário para irrigar meu pau voltou imediatamente para meu cérebro e aí puder visualizar aquela cena ridícula.
Uma gorda fresca definitivamente não valia nada a pena.
Tentando aparentar calma, sai de cima daquele saco de banha, fui ao banheiro limpar o rosto tirando aquele fedor de buceta mal-comida e o resto de merda que havia ficado entranhado na unha do dedo que invadiu aquele ânus sem sabor.
Voltei ao quarto e ela estava completamente sem graça recolhendo suas coisas.
Não disse nada.
Apenas a peguei pelo braço e a conduzi porta a fora. Voltei ao meu quarto e digitei "ninfetas" no computador para ver se salvava a noite.
Pior do que uma punheta mal batida é uma gorda virgem e traumatizada.
Saturday, May 30, 2009
oh minha bronha
meu objeto punhetil
meu idilio infantil
sou eu quem te sonha
oh minha bronha!
oh meu amor
meu produto de lascidão
fruto da minha solidão
quanta dor quanta dor
sou eu e minha mão
és tu, meu amor.
E deste ardor se revela o anil
mesmo que, momentâneo, prazer pueril
é de fato mui estranho, senão senil
fazer sexo tântrico com meu pau Brasil.
Thursday, August 21, 2008
Lindezas sutis
para Sabrina Sato
E diante de tanta incerteza posicionou a bunda na janela de forma a explicitar seu alvoroço fisiológico. Aos transeuntes, um prêmio pela existência daquela mulher. Sabrina era seu nome. Alta, magra, olhos esbugalhados, engraçada, safada, perspicaz e muita das vezes simpática. O que nos uniu foi uma mistura de sinceridade canalha e carência espiritual. Em suma, fomos amantes durante seis meses.
O outro lado da carência pode até existir, mas este vai e vem é o movimento cíclico do qual especialistas em saúde mental adoram falar. Na verdade, nosso ego é um misto de consciente apreensão com inconsciente compensação. O valor da afetividade ministra as doses de paixão de cada um e isto inclui os “dates” ou encontros de casais que estão procurando estabilidade.
O ponto central aqui é falar de uma amizade colorida que envolve magia e instabilidade, numa figuração emocional e sensorial experimentadas sem expectativa. Se anseios conscientes circundam nossos sentidos, é preciso contrabalançar com a limitação das expectativas, frente a experiências que geram prazer carnal e espiritual. Sabrina e eu fomos parceiros desta vivência sacana e auto ajudada que é interesseira do ponto de vista individual, egoísta até (quem não é?) e divina e pura como um altruísta verdadeiro, do ponto de vista coletivo.
Somos seres coletivos e individuais, ao mesmo tempo; é um paradoxo que as Humanas tentam resolver incessantemente. Os antropólogos e suas lentes de aumento e redução de perspectivas; afastamento e aproximação ou o pêndulo do conhecimento; a Sociologia das estruturas sempre foi reificadora; difícil. Economia existe porque supostamente nossas demandas de consumo são infinitas, e por isso precisamos economizar.
O anterior parágrafo é um breve pensamento sobre a complexidade do ser social, sem enfatizar as representações que estes seres desempenham na sociedade; ser social que é, ao mesmo tempo, todo mundo e apenas um; complexo. Sabrina e eu nos fundíamos na terça e nos separávamos na quarta; repetíamos a dose com posições diferentes no final de semana até que, por motivos estritamente canalhas, nos afastaríamos para, algumas semanas depois, rirmos do porre tomado no início das sacanagens, como crianças ou idosos celebrando a vida.
O envolvente carinho celebrado nos fins de semana espelha mais que nova perspectiva, e anuncia a abertura de novos tempos. E é deste acontecimento que extraímos inspiração para sorrir diante da existência. É este conceito de “diversão” que antecede o acontecimento para, intensamente, irromper em forma de inspiração para toda e qualquer leveza. Essa é uma das grandes dádivas da existência, pois não é só um fardo, como costumam enfatizar os filósofos. É uma idéia de imensidão e possibilidades, sempre manejando opostos que, para ser melhor, merece que seja plural, e não uma singular dialética. O bom e ruim e o quente e o frio são ricos em intermediários estados de “vir a ser” que não podemos qualificar, a não ser em momentos como os de envolvente carinho.
Sabrina sabia dos estágios entre o quente e o frio, e não apenas conhecia como brincava com suas possibilidades. E desta vez não estava me desconcertando! Normalmente, sua atenta mente canalha gostava de atentar meu juízo frágil, como da vez em que estava apertada para urinar, e me fez segurar sua fenda até chegar em casa, ignorando o fato de que eu estava ao volante,
O devir é uma coisa que dá significado à ação; o que os antropólogos chamam de “convenções de símbolos”, e cuja função é permeada por anseios de ser entendido ou não, na ardilosa tarefa de se comunicar. Enfim, por ela e com ela, devo dizer: sua beleza espiritual compensara suas safadezas, e é por isso que o que vivemos foi tão intenso quanto didático, para as almas leitoras deste sítio, desejosas de inspiração.
Thursday, February 21, 2008
A natureza dos filhos da puta velha
No fundo, o grande diferencial humano, o que rege a vida de cada ser , é o seguinte: a qualidade sócio-econômica do útero do qual vamos “sair”. Sim, pois dependendo de qual óvulo você fecundar (na competição enquanto espermatozóide sagaz), terá mais ou menos chance de obter algum tipo de capital. É o primeiro crivo natural? Este assunto surgiu na mente de uma trabalhadora madura, “da vida”, pois pensava o quão azarado seria o ser que, gerado por ela, fosse seu filho; estava em fim de carreira, era pobre, possivelmente doente e não tinha perspectivas profissionais pra os próximos 10 anos.
Thursday, January 31, 2008

Aventuras de um professor
Monday, January 21, 2008
(para Gisele)
Quando te beijo
sinto gosto de Baco na boca;
sinto cheiro de becos
nos bicos dos teus seios
e teu sexo é barco onde busco
navegar entre desejos baços,
em brejo de amores borolentos,
escondidos por brumas,
estimulados por bronhas
(mas, enfim, meus!).
Contigo barganho, negocio, declino
até que te tomo na raça,
te bato na cara,
você berra, baba sobre mim e,
bichinho bonito,
embrenha-se em meus braços
e balbucia que me ama.
por Jairo da Costa Pinto Filho (1947-2001) em memória...
Aventuras de um professor
Trata-se de um lugar feliz para refletir os seus métodos de ensino; ali, o professor não apenas distinguira ficção de realidade, mas também desobstruiu suas veias entupidas. Pôs-se a praticar a terapia diária de dar algumas aulas para adolescentes, em maioria, mas também para os jovens de 11 anos de idade. Eram tempos de muita confusão no ar, eram tempos de muita intolerância estampada nos semblantes publicitários, eram tempos de mesmas músicas diárias nas rádios, de sítios viróticos na rede, muitos outdoors nas ruas e novos big brothers bitolantes.
E desta maneira, tranqüilo e sereno, esperando o “sinal” dela, recordara a parte de sua recente aula de Química, quando explicara a uma grupo de meninas o que era feromônio. É preciso enfatizar que havia confiança e respeito mútuos entre mestre e alunas para que este assunto viesse à tona. Dizia que os feromônios são substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie (intra-específica), permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos. Os feromônios excretados são capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e/ou comportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. Existem vários tipos de feromônio, como os feromônios sexuais, de agregação, de alarme, entre outros. A palavra feromônio foi cunhada pelos cientistas Peter Karlson e Adolf Butenandt por volta de
Ao recobrar a atenção para a morena dos olhos grandes claros que estava sentada perto dele, sentiu o bem estar necessário para exercitar a leveza convidativa; se lançando nesta aventura. Perguntou a ela se conhecia o primeiro livro escrito pelo mesmo autor que lia agora, e ela disse, curiosa, que não, e ainda sorriu. O movimento inicial foi de um brilhantismo muito comum deste estado de espírito. Fora, pois, um promissor começo para uma primeira impressão grandiosa. Afirmou possuir a tal obra: “O enterro do Diabo” era o nome; somente neste instante é possível definir as alternativas, pois é aqui que se percebe uma química da qual dependem as espécies humanas e não humanas para “transportar” e “excitar”, segundo a etimologia suscitada pelos termos gregos.
Ocorreu que, oito minutos depois, estavam caminhando pela mesma rua quando subitamente uma chuva tenta interromper o percurso dos dois. Ela estava vestindo uma bermuda jeans e uma camisa de malha, curta e apertada aos seios protuberantes; suas pernas eram lindas assim como seu rosto, o cabelo esvoaçava e o vento deixava-o sem um formato padrão, mas naquele conjunto se transformava. Nem precisamos comentar o fato de que ela já queria, no mínimo, sentar para tomar um café, beliscando umas torradas com manteiga.
Foi neste ínterim passado da barca a uma confeitaria que, ao som de Milton Nascimento, perceberam a grandeza de uma supostamente burocrática segunda feira chuvosa de verão, no fim do dia. Satisfez sua curiosidade até quando achou necessário; elogiou até quando achou conveniente; elegeu suas melhores piadas e escolheu a linha de raciocínio mais cabível para deslocar esse café prum samba. No que acerta aqui, erra acolá, no que se age por instinto, se fala por interesses fora de hora; no que flerta se desconcerta; e a conta traz até um leve constrangimento.
E então é retomada a primeira temática, a dos livros. Combinam enfim um chopp gelado no dia seguinte para, andando de encontro a uma rua estratégica, abraçá-la deixando que ela quisesse sentir sua barba a roçar-lhe a face fina e cheirosa; sorriram e, sábios, despediram-se sem qualquer afago ansioso, pois sabiam que no dia seguinte haveriam de desfrutar deste encantador encontro. Quando os laços afetivos se aliam aos interesses individuais, as pessoas abrem mão de desejos imediatos carentes de um contexto propício e agem mais sabiamente; mas negar que sofremos influências do ego é mentira. As ações impostas pela razão precisam ser contrabalanceadas pelas ações impostas pela emoção.
Eram tempos de muita confusão no ar, eram tempos de muita intolerância estampada nos semblantes publicitários, eram tempos de mesmas músicas diárias nas rádios, de sítios viróticos na rede, muitos outdoors nas ruas e novos big brothers bitolantes. Mas o nome dela é Michele...

Wednesday, January 16, 2008
A reprodução sócio-econômica das mulheres "gostosas" e "gatas": uma visão sobre saúde e estética no Rio de janeiro.
É muito difícil estar atento aos males da estética no que se refere ao conceito de “beleza”. Nos dias de hoje, onde metrosexualidade, anorexia, imagem em excesso e escravos da informação empilham os divãs, assentando desde portadores de patologias modernas do hedonismo, até o clássico maníaco depressivo crônico, o gráfico está em um dos seus altos picos no que se refere ao poder da imagem e do dinheiro. A importância (ou não) de ser bonita (o) está no centro deste ensaio.
A influência é tão grande que primeiro devemos apontar alguns aspectos básicos. A genética, a cultura, a nutrição e o maior ou menor risco profissional. O primeiro aspecto se refere aos genes acumulados de uma geração anterior que usufruiu de todos os tipos de capital, cultural, educacional etc..., e que se condensou na nova geração reproduzindo tanto um organismo mais forte biologicamente quanto uma beleza mais padronizada. Explico depois essa parte.
O segundo aspecto é o valor cultural, como fazer viagens, conhecer obras de arte, pessoas inteligentes, participar de eventos internacionais, se envolver com questões complexas e, desde cedo, absorver ainda que parcamente uma educação de elite. Esta categoria de capital é uma das mais importantes, pois é ela que vai diferenciar o sucesso na carreira profissional e vai balizar a educação que dará aos filhos. É a cultura que organiza a vida doméstica, evita choques caóticos e crises nervosas sérias, e promove um equilíbrio entre amigos, colegas de trabalho e familiares.
O terceiro aspecto é fundamental para a saúde da mulher. Alimentação boa desde criança torna a pessoa mais capaz de ter uma pele boa, cabelos fortes e menos propensão a doenças. É o que diferencia muito as gostosas do morro das gostosas da Zona Sul, pois percebemos que, em certa fase da vida, vitaminas e sais minerais que ingerimos na infância influenciam na cura de doenças, ou seja, influencia em todos os aspectos da vida da pessoa.
O último aspecto é a soma de todos esses valores, pois a pessoa criada em uma família com capitais irá propiciar oportunidades para filhas e filhos que nunca serão experimentadas por quem está em uma família sem capital. A filharada é fruto do que foram seus pais, e tudo isto implica em duas coisas: 1) o capital não garante beleza a ninguém, mas ajuda muito; e 2) em geral, o capital vai gerar pessoas melhor realizadas e mais capazes profissionalmente, por uma questão econômica e cultural.
Neste sentido, esse ensaio visa elaborar uma equação genérica que contenha os seguintes fatores: CAPITAL + CASAMENTO COM MULHER INTERESSERA GOSTOSA = FILHAS GOSTOSAS. Reconheço nesta equação muitos defeitos, mas apontá-los seria perda de tempo, já que o mais importante não são preconceitos, todos nós sabemos que dinheiro (leia-se: poder) atrai mulher gostosa: é um fato da natureza humana. Em outras culturas, este poder torna um homem dono de quantas mulheres ele quiser. No Rio de Janeiro, as pessoas são sonsas e hipócritas quanto a isto.
Não estou dizendo que não exista amor, paixão e amizade nesses matrimônios, pois tudo isto faz parte da natureza humana, é uma condição humana se envolver intimamente e gerar uma família através desses sentimentos. Mas a grana é algo que faz muita diferença nos sentimentos, influencia demais nas escolhas e determina muito o lugar do rabo de alguém. Sobre a beleza padronizada dita acima, digo que moda e estética são essencialmente produtos cíclicos que regem uma moda (estatisticamente falando), ou seja, uma repetição, um padrão ou paradigma.
Esta beleza de hoje não foi igual sempre. Ocorre que para ser bela neste padrão, a pessoa investe grana em salões de beleza. Mas não é só por razões puramente estéticas. Trata-se de saúde também: um bronzeado feito sem exageros faz bem para a saúde; cuidar dos dentes faz bem para a saúde e é um fator crucial na estética; cuidar do cabelo é algo que também reflete a estima da pessoa; enfim, investir na saúde gera beleza, mas é justamente esse inocente investimento (porque todos fazem) que nos diferencia geneticamente quanto à beleza.
Uma mãe com todos esses cuidados vai reproduzir alguém que tenha propensão a uma vida esteticamente e salutarmente melhor. Se uma mãe pobre tem uma filha, com tempo as marcas de um não investimento irão falar mais alto. A equação acima, pois, é falha, por isso não me repito falando dos defeitos: conheci belas mulheres gostosas em aldeias amazonenses, no subúrbio carioca e nas favelas. O ponto não é esse; repito: o capital não determina a beleza, nem a pobreza determina a feiúra, mas salvo as exceções, o que temos?
Temos uma beleza padrão das mulheres da Zona Sul da cidade, em comparação com a parte pobre. “Não existe feio, existe pobre”, dizem alguns. O que se passa na cabeça das mulheres gostosas que não têm um futuro profissional promissor, inconscientemente, é a reprodutibilidade biológica, que envolve segurança, comida, cultura e oportunidades para as filhas. Elas podem nem pensar em beleza, mas está incluído no pacote, pois elas são gostosas, senão não casariam com os caras ricos. A não ser que o ricaço se case com uma baranga, mas acho raro. Em geral, suas mulheres são gostosas e bonitas. As suas filhas têm ou não bunda, são feias ou não, mas no geral o que se percebe é: quanto mais dinheiro você tem, mais mulheres gostosas e bonitas estão ao seu redor. Burlar a natureza é secundário, pois o principal para uma sociedade consumista, alienada e com patologias da informação, é ter saúde (beleza) e dinheiro (beleza) ao redor da cama. Não?
Monday, November 19, 2007
Estupro.
Todo dia quando ele chegava ao trabalho, ela, por fetiche ou sei lá o quê, punha-se a observar o andar meio rebolado daquele cidadão estranho. O cabelo dele, escorrido com um gel meia pataca e repartido para o lado esquerdo, combinava com o imenso e grosso óculos que além da quase cegueira, era denotativo do profundo mau gosto desta personagem. Sua camisa azul motorista, à moda antiga abotoada até o pescoço, seguida de uma esdrúxula e puída gravata borboleta vermelha, nada tinha que ver com os seus sapatos marrons afilados e chamativos; por fim, para nos bastarmos de deleite com a estranhice alheia: o seu suspensório vinho prendia à sua calça social azul marinho à altura do umbigo.
Portanto é para surpresa e espanto de todos que justo ela fosse criar qualquer tipo de fetiche ou desejo em figura tão desairosa. Esta bela mulher dos seus cabelos cacheados, e olhar de um profundo cor de mel, uma linda boca carnuda, de corpo torneado e esbeltos braços, de sua morenice advinda do costume de banhar-se ao sol, da justeza de suas roupas decotadas e da altivez do seu andar, sapiente de que encanta. Do desenho de sua bunda e pernas simétricas, talhadas pelo samba que melhor escultor não há, da sua presença e magnitude de espírito, do seu desenrolo em assuntos tão caros às mulheres, em sua forma direta e desenfreada de lidar com os homens. Era tão onipresente que por vezes até aos homens mais sórdidos punha medo. Pois no trabalho, como em qualquer outro ambiente social que freqüentasse, era uma mulher extremamente desejada.
Já ele trabalhava ali há 20 anos, não houve, desde então, qualquer notícia que diz respeito pela afeição dele pelo sexo, nunca foi visto com mulheres, nem de dizer sobre elas. Quando era convidado a alguma festa sempre se esquivava, mesmo nas comemorações de final de ano do trabalho era o primeiro a sair, logo após o brinde inicial. Era um anti-social de fato, conquanto não fosse um chato. Sua inclinação a labuta e sua subserviência faziam-no um trabalhador que todo o patrão gostaria de ter, mesmo que este patrão fosse o burocrático e tolerante estado. Já ela era “nova” na repartição, parecia ter vindo de transferência de outro lugar. Fazia parte do seu mistério não falar muito do seu passado. Embora fosse uma bela mulher, não pairava qualquer dúvida no que diz respeito as capacidades intelectivas e racionais desta senhora, como é praxe dentre nós, os machistas. A sua impulsividade atrelava-se a uma competência fora do comum, o que fez com que ela alcançasse rapidamente o cargo de chefia.
Com isto tudo que vos digo, assoma-se agora um comentário geral e maldoso de toda a repartição a respeito dos dois: ele era um “homem afeminado”, ela era uma “mulher quase homem”. Assim sendo, o senso comum - sempre preconceituoso - daquela repartição só poderia crer que o olhar e a observância daquela àquele era ou por desdém ou compaixão, nada mais. O que eles não sabiam, até mesmo porque não havia nenhum narrador para lhes contar, era que: o quê encantava aquela não era exatamente o tipo de homem que era ele, mas um detalhe em especial: a imensao protuberância que jazia sob sua calça. Sim! Pois nós, homens destreinados, e mulheres menos perspicazes tampouco fariam sorte de olhar para este “pequeno” detalhe, quando mais o detalhe compusesse figura tão híbrida e bizarra. Mas ela, com um tino animalesco pela sobrevivência hiper – desenvolvido, notou. Não só notou como naquela sexta-feira de lua cheia, propositalmente, dispensou a todos do expediente mais cedo, enquanto cobrava dele uma solução para um problema insolúvel, pormenores de serviço público. Quando o ultimo foi embora, pouco antes das 18:00hs, ela, após certificar-se de tudo, chamou-o, irritadiça e leve, a sua sala.
- o sr, por favor, queira se dirigir à minha sala - falou, num tom imperativo e doce.
Como de hábito, ele somente levantou os olhos e já ia cumprindo a ordem e,ao por-se de pé, percebeu que a saia de sua chefe parecia estranhamente curta, fazendo aparecer a polpa de sua bunda carnuda como também a renda no fim da meia calça preta que usava sob aquele pequenino conjunto vermelho. Mas, obviamente, não fez caso a questão. Até porque estranhamente seu coração palpitava mais rápido o que o normal: o que será isso? Pensou. Ela deixou-o entrar e ordenou que se sentasse na cadeira larga, enquanto fechava a porta e passava o trinco. Parecia mesmo que se tratava de um assunto sério, pois além da rápida palpitação, um estranho suadouro ebulia em sua fronte, neste momento. Ao olhar sua chefe percebeu que a sensação de calor era mútua, pois que ela agora desabotoava o seu conjunto e se despia. Mas começou a ficar confuso quando ela chegou-lhe bem pertinho e começou a respirar-lhe a nuca: se está com tanto calor, porque não se afasta? Era o raciocínio que ia tendo, quando foi agarrado pelo cabelo com força e num golpe teve sua boca posta por debaixo da saia da chefe cuja calcinha era posta para o lado num mesmo movimento com o corpo que pôs a saia para cima, enquanto procurava com o seu clitóris pelo lábio dele. Ela já sabia que tudo teria que fazer, por isso manejava com sabedoria e jeito a cabeça de seu subordinado, a tentativa dele de falar: o que estava acontecendo? se ela estava louca?, o que era aquilo? que acinte meu deus! eu exijo respei...to e coisas do gênero, ao invés de fazê-la parar, só dava - lha mais prazer dado o volume, intensidade e tom distinto de cada uma dessas frases. Assim, atingiu o seu primeiro orgasmo em pouco tempo. Já ele estava atônito e assim continuou quando ela, num gesto, escorregou com a língua pelo seu corpo enquanto desabotoava com maestria e rapidez toda sua camisa, deteve-se mais tempo na nuca dele e teve uma grata percepção: aquele ser estranho era extremamente asséptico. Enquanto lhe dava mordiscadelas na nuca e roçava o seu pescoço no barbeado diário do digno, que num gesto amacia e no contrário arranha, sentia erigir todos os seus pelos em arrepios intermitentes que lhe deixava com mais tesão e lhe endurecia os seios. Foi a eles quem recorreu logo após de se livrar do zípper e por a sua cueca de lado. Foi, na verdade, um subterfúgio para manter a aparência de comando, muito necessário para a obediência dos subordinados, porquanto na hora que fora retirar o pau dele da cueca não conseguiu fazê-lo com uma mão só, era deveras colossal. Foi, então, com as mãos e a boca diretamente para a cabeça do seu piru e em movimentos suaves e giratórios - que alternava com delicadeza a língua com os lábios e dedos úmidos - foi criando o espetáculo da paudurescência. A impossibilidade de pô-lo inteiro na boca, não só pelo comprimento, mas também pela grossura, foram compensados pelos movimentos ordenados de suas mãos, língua e boca que sugava todo o pequeno detalhe com tesão daquela zona erógena: desde o umbigo até os anus, passando pela virilha: arranhões, mordidas, chupadas, lambidas, cusparadas, batidas, novas chupadas, até o gogó, babada, punhetada, põe a camisinha na boca e num movimento único veste-lhe; o mundo entrava em erupção pra ele. Pois, quando sentia o seu corpo inteiro endurecer, todos os membros, mãos, braços, esfíncteres e pálpebras, ela parou. Levantou e suavemente introduziu aquele imenso e grosso pênis em sua vagina úmida e quente, latejante, sedenta, louca por ser penetrada, sentir um pau daquele entrando e indo ao fundo, dando –lhes pancadas uterinas e mesclando suavidade com rapidez, era tudo que desejava, mas por ora só introduziu a “cabecinha”. Ali se divertia, ali se comprazia ao ver a cara de espanto orgástico que tinha seu funcionário diante dela, ali em cima e rebolante da cabecinha, com seus dedos úmidos lhe tocando os seios duros, com as outra mão a segurar a crina de seu cavalo, ela cavalgava: só na cabecinha. Aos poucos, o molhado de sua buceta e o peso de seu corpo ia introduzindo mais e mais aquela pemba gigante em sua xoxota, tocando em diversos pontos sensíveis, enquanto ela o xingava e gritava feito louca, fazendo mover seu clitóris de forma espamódica e prazeroza, atingindo sue ponto G, que já a esta hora estava de um tamanho que poderia ser facilmente notado, assim teve o segundo orgasmo e o terceiro, num crescente que fazia ela se mover cada vez mais rápido e descontrolada, suas virilhas estavam encharcadas de tanto gozo e prazer, e no momento exato que ia chegando ao seu quarto orgasmo percebeu em seu mandado um leve tremor, seguido de um sorriso escapado de canto de rosto. Ao perceber que ele tinha gozado, ela se acalmou. Foi o bastante para ele recobrara o juízo vestir suas roupas e sem palavra alguma sair pela porta o mais rápido que pôde, ademais a tremedeira.
É bastante óbvio que o constrangimento de nossa personagem logo se transformou em raiva, ele jurava que iria se vingar, denunciá-la a justiça, desonrar-lhe a moral diante dos seus pares, mas depois de muito ponderar percebeu o quanto inverossímil era esta história, o quanto era denegrir a si próprio publicizá-la e a coisa que ele menos desejava, rapaz regrado e metódico, era denegrir a si próprio. De sorte que não lhe restou muito o que fazer com este episódio: ou ele o esquecia por completo (o que, convenhamos, há de ser impossível), ou ele escrevia um pequeno conto de três breves páginas, ou ele a relatava para algum escrevinhador inapto ter o trabalho de fazê-lo. Mas como sempre foi um homem sem ação e discreto, parece-me que não tomou resolução alguma.
Wednesday, November 14, 2007


Marlene, a puta vampira
(antes, ver Casablanca)
Em noites de lua cheia,
Marlene, tão bonita, se vestia
que ninguém entendia
porque se esgueirava
em ruas estreitas,
em becos e marquises.
Corria, na época,
história sem pé nem cabeça,
de que Marlene chupava homens
e usava seus sangues
para saciar a fome.
O que de Merlene sempre ouvi
era que seus beijos queimavam;
o que sempre percebi,
nos bares e esquinas,
eram vastos comentários sobre
sua técnica de amar:
loucas posições e
boca tentacular.
que saíram com Marlene,
morreram cinco dias depois,
de profunda anemia,
com pele amarela e
sorriso nos lábios.
Tuesday, November 13, 2007
Histórias bacana (i) s N. 2
Acabava uma aula de terça feira, na noite ansiosa de uma semana de inverno, louco para alguém comer. Sabia muito bem que o bar era um lugar adequado para o híbrido custo/benefício. Explico: é que nas redondezas do Centro da Cidade há um bar que negocia 3 ampolas de cerveja por míseros 5 mangos. Foi lá que avistou, como sempre, as carcaças friáveis e noctívagas de uma vida bandida universitária. Ali havia meninices das que mais apreciava, porém se surpreenderia com o que lhe reservava aquela inocente noite.
Tuesday, October 09, 2007

Sabor inconfundível, muitos anos ausentes e agora atrasado no seu paladar
Teria que sentir outras tantas, outras mais, sem mais tempo a perder
Queria que não lhe faltasse, não lhe recusassem o que tanto ansiava segurar
Não, se haveria vencedor para a guerra não lhe importava
Se o comando do país estava perdido entre mandos e desmandos, pouco ligava
Nada a fazia refletir sobre o futuro das crianças naquele momento
Mas sim, uma única coisa que lhe ocupava todo o pensamento:
Quantas pirocas ainda haveria de provar?
Tuesday, October 02, 2007
Histórias bacana(i)s 1.2
Sempre há uma resposta: mesmo para as mais descabidas loucuras ou perguntas que façamos sem mesmo querer-lhas encontrar; não encontramos, mas há. No limite, por dúvida, as arranjamos. Pois pergunto-lhes, a fim de obter de vocês tão somente o silêncio; não me há escapatória: como poderia uma jovem mais moça, bem mais moça, nem tão conhecida assim, amiga das amigas, louca por tabela, dançante e dorminhoca, magrela, como pôde, pois, ela querer –lhes assim os dois ao mesmo tempo? Talvez nem tivesse pensado, fosse talvez O sonho. Um breve orgasmo e pesadelo. Dor e prazer, elas sabem bastante disso. Mas eles eram dois e maior, portanto, suas ignorâncias. De sorte que se me adianto muito, trato de pormenorizar.
Fora surpreendida pelo mais velho num ato rápido, é bem verdade, que tomou-lhe a sua boca na dele e sugou-lhe os lábios, e com pequenas mordiscadelas junto ao roçar da barba, causava nela certo imobilismo e arrepios. Aprumava – sedento - o mais novo, contornava-lha as curvas poucas e o mamilo duro buscava, com as pontas dos dedos. O arfar dele e a pressão de seu corpo, fazia aquecer a temperatura dos dois que agora trocavam leves arranhões e amassos de roupas, enquanto ele segurava-a com firmeza e suavidade ao tempo em que beijava, agredia, suavizava, tudo em seu pescoço,querendo o pertencimento. Embora tivesse sido surpreendida, ela estava ali a bebericar com eles há bastante tempo, em bares sujos, desses que cheiram a mijo, a ouvir-lhes as besteiras, a sorrir-lhes frouxamente como quem nada quer além do sexo. E eles a disputá-la, ora com galanteios e devaneios, ora com sarcasmo, parecia um repente, onde cada qual alternava sua vez e se, por um acaso, falhasse o tempo da rima o outro teria o benefício da intervenção. Mas foi muito o papo e pior, muito pior, o fato de terem saídos os três dali de mão dadas, a esmo, em direção ao nada, ou ao tudo, ou ao um , fundir-se- bela palavra que esconde e revela, de fato une. A moça no meio e em cada ponta um. Pois é bastante razoável que, se ela aceitasse qualquer beijo sob esta condição, era o sinal. Não? Há uma clara lacuna nesta concatenação de idéias assim narradas: como esses dois que a pouco disputavam - com o que há de mais sutil e sórdido, que é o que se faz em detrimento do outro- a menina magrela ,concordaram em agora compartilhá-la? Sem efeitos literários, pode-se dizer que esta concordância ocorreu no entreolhar dos dois. Não que fossem dois vividos e experimentados na arte de olhar e tudo entenderem, profunda imanência de suas almas, nem tampouco eram daqueles acostumados a fazerem aquilo entre si,nunca tinham experimentado, mas de fato bastou o olhar e tudo se refez. Tanto assim foi que não fica contraditório dizer que depois de beijá-la intensamente, o mais velho “ofereceu-a” ao mais novo, que soube também tomá-la e foram muitas as histórias e os detalhes que cabem num grande e belo conto erótico a se fazer a seis mãos. Enquanto não o temos, basta dizer-lhe que ela se esbaldou, mostrou desenvoltura, eles também não pareciam se incomodar com a presença de pólos negativos tão próximos a eles mesmos, o imã dela tudo atraía. E ela foi ali e alhures tão chupada, lambida, beijada, fudida, dedada, puxada, arranhada, mordida, suada, rolada, apertada, enfiada que, quando eles quiseram por fim consumar a fusão dos corpos penetrando-a os dois ao mesmo tempo, ela chorou. Chorou tanto e com tanta força que eles se lembravam no dia seguinte, principalmente o mais novo, sempre garoto, como há de se provar. Como pôde, pois, ela querer –lhes assim os dois ao mesmo tempo? Era a perguntas que ressoava na cabeça do mais novo e ia se tornado frase, ao passo da lembrança que ele mesmo teria dedado com dois dedos o seu cu, enquanto a fudia, portanto um pau ali não seria tanto incômodo, não é mesmo? Mas que fora no meio interrompida por ele: como ela pôde... foi o que chegou a dizer, pois percebeu que estes mesmos dedos eram os que agora lhe escovavam os dentes.
Somente naquela hora havia percebido a vontade dela de se atracar comigo. Mantive a calma e a destreza usuais para, enquanto rapaz oportunista, chamá-la junto do jeito que o Diabo gosta! Porém não parecia me sair muito bem nesta estratégia, posto que já tardava e ao mesmo tempo amanhecia, a chance da noite em um bar da cidade. Éramos três: meu amigo, a mulher e eu; pretendíamos nos unir na missão de não deixar aquela noite passar em branco! Se nós propusemos algo a ela? Por certo que nada falamos, pelo menos nada falei até ver, a centímetros de distância, meu amigo chamando a nuca dela com as mãos e tudo mudando de figura.
Na hora H há os que nada fazem, seja por timidez ou por falta de confiança. Bem, o que sei é que nenhuma das duas coisas me faltava no momento em que, ao fim do trâmite da boca do meu amigo pela língua dela, não hesitei e a catei de maneira voraz. E caminhamos até um ponto do bairro onde normalmente, se tudo estivesse bem e calmo, estariam a trepar casais e afins numa hora dessas. Nada. Éramos apenas nós e a noite como testemunha de um ritual muito conhecido desde a Grécia: o bacanal. Abaixei e posicionei minha língua em seu clitóris; ela tomou de assalto o pau do meu amigo e, quando vi, ela engoliu o meu e o dele, até configurarmos uma cena de filme de sacanagem: ele por trás dela e ela beijando meu membro. Ali tudo era festa! Bem, tudo ia bem até o calor e a sonoridade da ação tornarem-se cada vez mais eloqüentes para, de súbito, cair acima de nós (à direita), a resistência da vizinhança em forma de líquido para quase nos dar, não um balde de água fria, mas um balde de mijo quente. Ufa! Realmente a vizinhança não costuma dar sopa (apenas de urina) nessas horas.
Fora o sinal de que estávamos com sorte. Saímos imediatamente procurar um sítio menos repressor para continuar nossa saga por sexo a três. De pronto, naquela pouco movimentada quase manhã, avisto dois amigos bebendo com três mulheres! Sim, é isso mesmo que você está pensando: estavam indo fazer um bacanal também! A coincidência dos mesmos objetivos de curto prazo dos amigos, somada aos 10 ou mais anos de amizade que cultivavam, tornaram muito engraçado este encontro. Lá vão eles para um motel nota 6,5 realizar suas traveçuras! E cá ficamos, meu amigo e eu, na espera de entrar no primeiro ônibus estrategicamente escolhido. A hora não convidava mais a tomar cerveja, eram mais de 7 e a mulher nos queria em intensidade muito semelhante.
E estávamos a dormir quando tocam a campainha do lotação: descemos e caminhamos como religiosos numa procissão em direção a casa vazia do meu amigo. Precisavam ver: estávamos como três turistas voltando da noitada como cúmplices de um estado de espírito libertino, mas também de pureza. Afinal, era merecida nossa dormida, convertida em ternura ao despertar, nos sentindo plenos e sem pudores. A cama não esperava por pessoas com sono, no entanto. Foram momentos de um prazer louco e somente possível pelo grau de intimidade entre os amigos; apenas propício pela aventura bacana, e muito conveniente pela demanda inconteste da mulher, pelo ato.O bacanal foi um alívio para nossos corpos, uma comédia para nossas almas e uma história canalha para se contar.
Sim, foi uma comédia daquelas!! Em determinado momento a mulher começa a chorar e a dizer, sem precedentes, que não queria mais! Não queria mais! Paramos para, de paus duros, nos percebemos numa situação engraçada, pois minutos antes estávamos incitando uma dupla penetração, o qual foi cabalmente repreendido pela mulher, bem como recusou uns tapas conferidos em suas bandas: ela sentiu a pressão!!! Mas ao vê-la ali, sincera e sacana, não pensei duas vezes e ejaculei considerável quantidade em sua barriga e nos seios. Logo depois apenas lembro da mulher apertando um, nós já mortos, e ela a dizer, em plena manhã: “Vou para faculdade assistir aula. Tchau gente!”.
Monday, September 24, 2007
Choveu.
Havia um calor estranho, um calor que fazia suar para além do quente que estava. Um calor úmido, irascível, transbordante, um calor de anos, molhado e quente, como vapor, como vagina, como o útero, como as profundezas. Ela apareceu, e isto aturdiu o vento que soprou forte. Veio para provar a carne, o pescoço, a batata, a virilha, seu arroz insosso e seu pau rotundo. Eles se beijavam e tal qual o calor, a umidade aumentava, por entranhas e pêlos, pela mente- mente?- pelos membros enrijecidos, pelo tremor da carne, pelo forno, pela pequenez do mundo e suas belas virtudes, pelas limitações das relações humanas e dos indivíduos, e eles agora fundiam-se, e mais que dois é o infinito, todos sabemos. Saciaram a fome e a sede, a alma e o gozo, e os corpos teimaram novamente: se separaram.
Choveu.
Tuesday, July 17, 2007
Wednesday, July 04, 2007
Querida, querida
não fique arrependida.
É tudo tabu, tudo preconceito.
E, além do mais,
dá câncer.
II- KIRIE (morreu uma criança)
Salve!
Nasceu uma fêmea,
que vai sorrir para o mundo,
vai amar um, odiar outro.
Salve esta anca!
Salve esta potranca!
III- SEQUENTIA
A paixão armazenada na varanda,
os beijos mordidos,
o ventre ao contato íntimo,
os sonos irrequietos,
os sonhos molhados,
a expectativa da novela,
a mão que desliza,
o ritmo taquicárdio,
a masturbação,
o desejado orgasmo.
IV- OFERTORIUM
Esta singela pelinha
eu a ofereço
aos jesuítas, às franciscanas,
ao Imposto de Renda,
ao meu inesquecível pai e
à minha idolatrada mãezinha.
V- BENEDICTUS
Bendito seja este corpo virginal!
Bendita esta boca inocente,
cujos dentes
fazem cócegas
no meu pau.
VI- AGNUS HÍMEN
Que retira os pecados do mundo!
Que fortalece o espírito frágil e
resgata madrugadas insatisfeitas!
VII- HOSANA
Hosana nas alturas – do gozo!
Hosana nas loucuras – da cama!
Hosana, Hosana, Rosana!
VIII- GRANDE FINALE
Querida, querida
não fique arrependida.
Lembre-se que sou seu amigo,
que estou aqui para o que der (principalmente)
e vier.
Anote meu telefone.
Vamos todos em paz!
Enjoei desta vida sem sentido.
Não me arrependo de nada.
Não chorem por mim.
Quero que
vocês se fodam!
(II)
Cansei das putarias desta vida.
A você, Cecília, deixo uma calcinha e
um O.B. usado da Marília;
para você, Rejane, um poster
in cunnilingus da Alice.
Para Marília,
mesmo que me ame, deixo
o DIU enferrujado da Rejane.
Para você, Alice,
não deixo porra nenhuma,
porque você é muito puta.
Adeus, suas vacas!
